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a technique for producing ideas

Sobre o livro A Technique for producing ideas

Hoje estava procurando tendências para design e sites em 2019 no Mix (que é o antigo Stumble Upon repaginado e que tenta não me deixar numa bolha de pesquisas como o Google, o Pinterest e o Twitter fazem – testa aí pra você ver) e apareceu esse post aqui sobre o livro novo do Craig Oldham – Oh sh*t what now? – que trata de verdades do design como ele gostaria de ter conhecido logo que se formou.

No meio da entrevista, o Luke Tonge questionou que outros livros o Craig recomendaria e ele falou do “A technique for producing ideas” que foi uma leitura sensacional que fiz há anos atrás.

Estava eu em março de 2014 viajando de Floripa a Porto Alegre lendo algum livro qualquer e o autor citou essa obra do James Webb Young que foi escrita em 1940!! No mesmo momento entendi que precisava ler e fui no site da Saraiva, mas não achei. Fui no site da Estante Virtual (quem não conhece deve conhecer, viu, reune os sebos todos do Brasil), nada tb… aí veio a lembrança dos e-books da Amazon.

Caracaaaaa! O livro estava ao meu alcance depois de 3 dólares e 2 minutos.

Achei aquilo sensacional e li o livro todo ali, ao longo da viagem.

Primeiro, que coisa mais maravilhosa poder ter essa agilidade em conseguir o que se quer.

Segundo, que livro legal de se ler.

Aí hoje, ao relembrar desse livro na entrevista, sabia que tinha feito um resumo dessas técnicas para produzir ideias e resgatei essa informação pra compartilhar contigo.

 

Uma técnica para produzir ideias

Existem, segundo o autor, basicamente 2 princípios para a pessoa exercitar a criatividade:

1 – uma ideia nova é uma nova combinação

2 – a habilidade pra fazer novas combinações é potencializada pela capacidade de se fazer relações

 

E os 5 passos para produzir ideias criativas

…em relação a algum tema específico que você precisa destrinchar – são:

1 – REUNIR O BÁSICO

Fazer com que a mente consiga reunir toda sua matéria-prima acumulada. Isso vai te levar para uma verdade simples e óbvia – que é a origem das coisas mais sensacionais que a gente vê por aí. Vai dizer que quando você vê uma combinação inusitada e ao mesmo tempo totalmente lógica, não pensa: como eu não pensei nisso antes?

Só que as pessoas passam a vida tentando receber inspiração divina ao invés de organizar suas informações de forma metódica e organizada.

O autor sugere que os materiais e elementos que temos disponíveis devem ser reunidos entre os gerais e os específicos (quanto ao produto e ao consumidor). Então se você tem um problema de marketing digital, pode começar a definir soluções com base no método do James Webb Young pensando em tópicos relacionados à relacionamento, lembranças que você tem de ter sido bem atendido – ou não.

Um exemplo bem interessante foi o de um escritor francês que foi às ruas de Paris e pegou um táxi com a missão de descrevê-lo . Num primeiro momento ele pareceria igual aos outros táxis, mas ao longo da jornada, ele deveria descrevê-lo tão bem a ponto que tivesse relatada sua personalidade única.

Fazer a relação dessa individualidade com outros aspectos da temática que você precisa solucionar podem te levar a uma nova e relevante ideia.

Uma ideia resulta da combinação de conhecimentos específicos sobre algum produto ou consumidor com conhecimentos gerais da vida e seus acontecimentos.

Dica do autor:

Pegue cartões brancos e escreva em cada um deles os conhecimentos específicos que você tem. Daí quando tiver vários deles, pode dividí-los em sessões relativas ao assunto específico.

Essa metodologia vai servir como uma preparação para o seu processo de gerar novas ideias.

Depois de escritos os conhecimentos específicos, experimente montá-los em um mapa mental. Vai ver a complexidade de onde chegou.

 

2 – EXPERIMENTAR AS COMBINAÇÕES

Mastigue os dados que reuniu. Experimente juntar dados diferentes.

Pode não fazer nenhum sentido, mas exercite o pensamento.

Ideias parciais vão aparecer. Registre-as. Por mais bobas que pareçam.

Deixe a mente sair um pouco do quadrado.

Pare a atividade, faça algo diferente e depois volte novamente.

 

3 – LIBERE A MENTE

Se encheu de esforços até aqui e agora é hora de deixar a mente flutuar.

Deixe seu inconsciente trabalhar pra você. Vai dormir.

Faça algo que estimule sua mente e imaginação. Assista a uma peça, um show de música. Whatever.

Metaforicamente, o autor acredita que primeiro você definiu a comida. Depois você a mastigou. Agora deixe a digestão acontecer, mas dê uma forcinha pro suco gástrico.

 

4 – ESPERAR

Agora é só esperar. A ideia vai vir, seu quando você estiver tomando banho, escovando os dentes…

Essa fase é capaz de me incomodar.

 

5 – DAY AFTER

No estágio final, você chegou ao chamado “Day after”.

Leve sua ideia para o mundo real. Provavelmente ela não vai parecer tão maravilhosa quanto vc achou que fosse. Agora é hora de trabalhar nela. Não guarde ela com você. Conte pras pessoas. Submeta ao julgamento dos mais críticos.

 

E aqui tem um aprendizado que tenho levado para a vida desde que comecei a dar aulas na pós-graduação. Em 2013 me deparei com o plano de ensino de marketing digital e tive uma dúvida pessoal muito grande: abro o jogo de como faço ou deixo nas entrelinhas?

Demorei pra decidir, viu.

Ao começar a construir a aula toda, lembrei dos professores mais inspiradores que tive e eles eram abertos, realistas e bem humorados. Decidi fazer assim também. Não guardar informação comigo e hoje só tenho a agradecer. A troca que essa sinceridade me proporcionou, não tem tamanho.

Então bora ser criativos!

Não tem mil artimanhas, é só organizar o que você vê e vive – nas mais diferentes fontes e ordens. Ler, viajar, conversar, observar. Tudo conta.

Beijos e tudo de bom,

CÁRLEI NUNES

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